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ECOS DA RQS

ARCO BROKLIN

Temporada 1 01/02/2026

Episódio 7 — A Noite em que Ele Quebrou

Episódio 7 — A Noite em que Ele Quebrou

A Queda das Defesas

O quarto de Broklin era iluminado apenas pela luz da cidade entrando pelas persianas — faixas de azul e púrpura atravessando o lençol, o colchão, a pele deles.

Kelma estava deitada ao lado dele, os cabelos espalhados no travesseiro como se fossem parte da noite. Ela se sentia realizada por dentro, pois achava que ele ia tentar fraquejar. Ele olhou para ela e mordeu os lábios. Ela havia tocado no ponto fraco dele: o orgulho.

Broklin apoiou o antebraço sobre ela, respirando fundo. Não havia mais máscaras. Não havia mais resistência. Só os dois, finalmente sem defesas.

O Primeiro Toque

Broklin deslizou os dedos pela cintura dela, devagar, como se tivesse esquecido como era tocar alguém assim… ou como se tivesse esperado tempo demais. Kelma sorriu, fechando os olhos e já imaginando um futuro com ele pela frente... sonhos, ideias, parcerias.

“Você tá tremendo, Broklin...” ela sussurrou, provocante. “Não se preocupe comigo... você está ao lado de uma grande mulher.”

Ele aproximou a boca da orelha dela. “É culpa sua,” a voz dele saiu rouca. “Você me deixou… seco. Sem paz. Sem sono. Eu tô com abstinência de você, sua provocadora.”

Kelma abriu um sorriso lento, quase cruel de tão sensual.

O Ritmo Acelera

Ela virou o rosto e encontrou os lábios dele — um beijo profundo, urgente, cheio de tudo que ambos seguraram por tempo demais. Broklin a puxou pela cintura, o corpo colando no dela. Kelma entrelaçou as pernas na dele, guiando o ritmo com pequenos toques, suspiros e sorrisos que o deixavam completamente desarmado.

“Então me toma,” ela disse entre beijos. “Eu vim pra isso.”

Broklin apertou a cintura dela mais forte, a respiração pesada. “Não fala assim… Eu perco o controle.”

Kelma mordeu levemente o lábio dele. “É pra perder mesmo.”

Sussurros no Escuro

O lençol deslizou até o chão. Kelma o segurou pelo rosto, puxando-o para mais um beijo lento, marcado pela tensão acumulada. Ela sussurrou no ouvido dele, com voz macia e quente: “Você sabe há quanto tempo eu queria isso?”

Broklin deslizou as mãos pelas costas dela, puxando-a mais para perto, como se tentasse eliminá-la do ar para dentro dele. “Kelma… Eu tô com saudade do que nem aconteceu.. é uma saudade sintética.. Eu precisava sentir você.”

Ela riu baixinho — um riso curto, íntimo, feito só pra ele. “Então sente, apesar que... sou de outro... Eu sou sua essa noite.”

Broklin fechou os olhos, respirando fundo como se fosse explodir.

Descrição

A Fusão dos Sistemas

Não houve mais espaço para o silêncio. O quarto, antes preenchido apenas pelo zumbido dos equipamentos em standby, agora vibrava com o som de duas respirações que tentavam encontrar o mesmo compasso.

Broklin, que sempre calculava cada movimento com precisão milimétrica, esqueceu qualquer alarme. Suas mãos percorreram as costas de Kelma não como quem explora, mas como quem está conhecendo um território que nunca foi seu nesse momento. A pele dela queimava sob o toque dele, uma resposta física imediata que desarmava qualquer tentativa de lógica que ainda restasse na mente dele.

"Kelma.. não conta pra ninguém o que a gente tá fazendo agora! Principalmente ao Jonah!" contou ele, sabendo que o que estava fazendo era algo... proibido. E como tudo que é proibido é mais gostoso, ele se entregou ao prazer.

Os beijos não eram delicados. Eram urgentes, famintos, com o gosto de semanas de negação acumulada. Era o choque de duas forças opostas — a ordem dele tentando conter o caos dela, e o caos dela engolindo a ordem dele — até que não sobrasse nenhuma divisão.

Eles se moviam juntos na penumbra, envoltos nas faixas de luz neon que entravam pela persiana, transformando a cama em um cenário quase cinematográfico. Cada toque era uma reivindicação. Cada arrepio compartilhado era um código sendo reescrito. Ali, na bagunça dos lençóis e na honestidade da entrega, Broklin entendeu que nunca houve barreira capaz de protegê-lo daquilo que, segundo ele, era secreto.

Ele segurou a nuca dela, firmando-a contra o travesseiro, e encostou a testa na dela, ambos ofegantes, os corações batendo tão forte que pareciam um único kick de arpegiador.

"Kelma… você acabou comigo..."

Kelma segurou o rosto dele nas duas mãos, os olhos brilhando naquela escuridão elétrica, perigosos e triunfantes. "Eu só comecei.. não se preocupe com ele.. eu sei de quem estas pensando preocupado, mas.. relaxa."


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