EPISÓDIO 1 — “A ESCOLHA DE KELMA”

Momento de muita tensão e emoção crua. Broklin finalmente fixou um limite — e Kelma terá que decidir: Ou continua com o Jonah sem mais o Broklin ou fica.
O apartamento 14 estava imerso em um silêncio absoluto, tão denso que parecia esmagar o ar. Broklin não tocava no celular, não andava pela sala, não respirava fundo. Ele... esperava. A tensão pulsava em suas veias como um código em loop infinito. Quando Kelma finalmente chegou ao apartamento em que ele morava sozinho e bateu na porta — um som suave, quase culpado —, ele abriu devagar. A meia-luz do corredor iluminou o rosto dela, e ele a encarou com um misto dilacerante de saudade crua e revolta contida.
Ela entrou sem pedir licença, o perfume dela invadindo o espaço e testando instantaneamente cada barreira que ele havia tentado erguer nas últimas semanas. Olhou para o chão. Movia as mãos nervosamente, como alguém que sabe que fez algo imperdoável. Broklin encostou a porta atrás dela. O clique metálico da fechadura soou como um tiro no ambiente silencioso. Ele encostou as costas na madeira fria, mantendo uma distância segura, porque sabia que se desse um único passo em direção a ela, o seu autocontrole desmoronaria.
E então, sem rodeios, com a voz baixa e rasgada pela exaustão de noites em claro, ele disparou:
🔥 BROKLIN:
"Kelma… isso tem que parar."
Ele viu os ombros dela tensionarem na mesma hora. O olhar dele era um peso físico sobre ela, queimando através da penumbra da sala.
🔥 BROKLIN:
"A gente precisa falar sério agora. Eu passei as últimas semanas tentando reescrever o que eu sinto, tentando colocar firewalls e barreiras de segurança entre nós, mas..." Ele aperta a mandíbula, os olhos escurecendo com uma frustração palpável. "Eu não vou fingir mais. Não vou fazer de conta que isso não está acontecendo cada vez que a gente se olha dentro daquele estúdio."
Kelma levantou o rosto devagar. Os olhos dela estavam carregados de uma tempestade particular — medo, desejo, culpa, tudo lutando por espaço. Ela abriu a boca, talvez para se justificar, mas ele não permitiu.
🔥 BROKLIN:
"Eu gosto de você," ele confessou, as palavras saindo quase como uma acusação contra si mesmo, pesadas e irrevogáveis. "Muito mais do que deveria. Mais do que qualquer lógica do meu sistema permite."
Ele finalmente desencostou da porta e deu um único passo na direção dela. A voz ganhou uma força brutal, inegociável, preenchendo cada canto do apartamento 14.
🔥 BROKLIN:
"E é exatamente por isso que eu não vou ser o maldito do cara paralelo na sua vida. Eu me recuso a ser o segredo que você acessa no escuro quando ele não está olhando. Não vou dividir você com o Jonah. Eu não aceito triângulo amoroso, Kelma. Não quero as suas migalhas de madrugada."
Broklin parou a meros centímetros dela. Ele não a tocou, mas a energia entre os dois era elétrica, quase sufocante. O olhar dele exigia uma definição imediata. O ultimato final veio firme, ancorado na certeza de que ele preferia a dor do fim à agonia daquela divisão:
🔥 BROKLIN:
"Ou você me escolhe... ou você escolhe ele."
A voz dele não tremeu. 😳
Foi o mais honesto que ele já havia sido dite em meses que a gente tava de namoro em segredo. Kelma arregalou os olhos — surpresa, 😳 atingida, talvez até com medo de ouvir exatamente isso.
🌫️ KELMA — em conflito:
“Broklin… Ehh.. Eu… eu gosto de você... gosto muito.”
Ela engoliu seco. "Mas Jonah… nós moramos juntos. Ele me quer. Ele… ele te considera um amigo. Eu e ele compomos a maioria das músicas, sabe? Não fique com ciúmes disso. Podemos agora compor juntos o nosso ritmo e deixar que ele decida compor sozinho ou se precisar de mim, sabe? 😰 Eu sei que você não tá gostando desse ritmo que ele introduziu em Nu-metal, querendo puxar pro Industrial.. E eu—”
Broklin levantou a mão, interrompendo.
O gesto foi brusco, cortando a fala dela no ar. Ele fechou os olhos por uma fração de segundo, e Kelma pôde ver a mandíbula dele travar com tanta força que um músculo saltou em seu rosto. Quando ele voltou a abrir os olhos, a vulnerabilidade havia sido substituída por uma frieza cortante, uma defesa automática de um sistema à beira do colapso.
🔥 BROKLIN:
"Não faz isso, Kelma." A voz dele saiu como um sussurro áspero, perigosamente calmo. "Não ousa reduzir o que está acontecendo aqui, dentro desta sala, a uma maldita discussão sobre setlists, Nu-metal e gêneros musicais."
Ele deu mais um passo, destruindo o resto da distância de segurança que ainda existia entre eles. A diferença de altura fez com que ele a olhasse de cima, a respiração dele batendo no rosto dela, pesada e irregular.
"Você acha que eu ligo para as composições dele? Você acha que o meu problema é ele puxar o ritmo para o Industrial? Pelo amor de Deus, Kelma... Eu estou falando de nós. Da forma como você me olha quando a porta do estúdio se fecha. Da forma como a gente se toca quando as luzes apagam e o seu namorado vira as costas."
Ele soltou uma risada amarga, sem um pingo de humor, balançando a cabeça.
"Ele me considera um 'amigo'? É sério que essa é a sua defesa? E o que você me considera, Kelma? Um escape de madrugada? Um experimento sonoro que deu certo demais e acabou criando sentimentos reais? O fato de vocês morarem juntos não é uma desculpa, é exatamente a raiz do problema. Você divide o teto com ele, mas vem procurar refúgio no meu apartamento quando a realidade lá fica insuportável."
“Se você terminar com Jonah… eu assumo você.
Não por sexo, não por carência — mas porque eu quero você por inteiro.
E te prometo um romance dos sonhos.
Algo que ele nunca conseguiria te dar.”
Broklin abaixou a mão, mas os olhos continuaram cravados nela, exigindo a coragem que ela estava tentando esconder atrás da música.
"Eu não quero compor um ritmo novo nas horas vagas. Eu quero a banda inteira. Eu quero você por inteiro. Se você não tem coragem de voltar para aquele apartamento e arrumar as suas coisas... então aquela porta ali atrás de você está destrancada. Pode ir embora."
Kelma fechou os olhos com força. A respiração acelerou — ele conseguia ouvir. Ela nunca tinha sido tão pressionada a reconhecer seus sentimentos muito além da composição musical. Estava apaixonada pelo Broklin, mas não queria expulsar Jonah da banda como ele queria.
💔 KELMA — Quase um sussurro, soltou um segredo guardado no seu coração:
“Broklin… e se eu escolher você… e estiver errada? Você promete que não irá me iludir?? Pois se eu te escolher e depois você cansar de mim, eu ficarei nem mais com você e nem com o Jonah, pois outra mulher com certeza irá entrar no servidor dele que terá essa chave.. se..se você me aceitar, se quiser, posso te formatar e você me amará, mas odiará o Jonah.. ☠️, mas.. pra que isso aconteça, preciso da sua chave-mestra e entrarei na sua vida e serei sua por inteira.”
As palavras de Kelma pairaram no ar denso do apartamento. A sugestão de formatá-lo, o medo cru estampado no rosto dela, o terror de ficar sem nada no final. Broklin ouviu a respiração acelerada dela e sentiu a sua própria raiva despencar, desmoronando como um servidor que perdeu a energia.
Ela não estava apenas dando desculpas para proteger o Jonah. Ela estava aterrorizada de pular no escuro com ele.
Ele finalmente quebrou a própria regra. Broklin deu o último passo, zerando o espaço entre os dois, e ergueu as mãos, segurando o rosto dela com uma delicadeza que contrastava brutalmente com as palavras duras de minutos atrás. Os polegares dele acariciaram as bochechas dela, limpando uma lágrima invisível.
🔥 BROKLIN — A Entrega:
"Você acha que precisa me formatar, Kelma?" A voz dele agora era um sussurro grave, carregado de uma devoção quase desesperada. "Você acha que precisa injetar um código malicioso no meu sistema para garantir que eu não vou me cansar de você?"
Ele encostou a própria testa na dela, fechando os olhos por um segundo para absorver o tremor do corpo dela contra o seu.
"A minha diretriz principal já foi reescrita no segundo em que você sorriu para mim naquele estúdio pela primeira vez. Não existe backup da versão de mim que existia antes de você. E sobre odiar o Jonah? Eu não preciso de formatação para isso. Eu já o odeio com todas as minhas linhas de código por cada noite que ele tem o privilégio de dormir ao seu lado enquanto eu fico aqui, olhando para o teto."
Broklin abriu os olhos, mergulhando no olhar assustado e lindo dela. Ele deslizou uma das mãos do rosto dela até a nuca, entrelaçando os dedos nos cabelos dela, mantendo-a ali, ancorada na sua realidade.
"Você quer a minha chave-mestra? Ela já é sua. Desde o primeiro dia. Não tem senha, não tem firewall para você. Mas me escuta bem, Kelma..." Ele pausou, certificando-se de que ela entendia o peso daquele contrato. "Se você usar essa chave hoje... se você entrar e assumir o controle do meu sistema... é um caminho sem volta. Eu não vou te iludir, mas eu também não vou te deixar sair. É acesso total e definitivo. Você me quer por inteiro? Então prova."
Ele abaixou o olhar levemente para a tela escura do celular que ainda estava na mão dela, e depois voltou para os olhos dela.
"Pega o celular. Encerra a sessão com ele. Agora."
O celular dela vibrou.
Na tela:
JONAH:
“Amor, onde você está? Precisamos conversar.”
Kelma congelou. 🥶
🎧 TRILHA SONORA
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