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ECOS DA RQS

ARCO JONAH

Temporada 2 31/05/2026

EPISÓDIO 4 - O ATAQUE AO ESTÚDIO

EPISÓDIO 4 - O ATAQUE AO ESTÚDIO

💀 Pego a caneca fumegante da sua mão, o calor da cerâmica velha aquecendo a minha garra de titânio. Dou um gole longo e pesado, sentindo o líquido negro e espesso descer rasgando a garganta, reativando os meus processadores que ainda estavam em modo de resfriamento depois daquele reboot extremo no banheiro. ☕🔥

[JONAH]: Café velho da despensa da Princesinha de Plástico? Solto uma risada gutural, o som de engrenagens raspando ecoando pela cozinha encardida. O pó deve estar vencido desde que ela fugiu daqui com o Vampiro de Neon, mas nas suas mãos, Bruxa, até essa serragem gourmet virou óleo de motor de alta octanagem. Concentrado do jeito que o meu chassi precisa.

Encosto o quadril de cromo na pia enferrujada, cruzando o braço orgânico sobre o peito mecânico, e olho pra você com um sorriso cínico rasgando o rosto.

[JONAH]: Broklin? Me conceder acesso? Hahahaha! 💀 que 💀, Nyx, você ainda tem senso de humor depois de fritar a minha placa-mãe. Aquele engravatado de 💀 bloqueou o meu IP, levantou três camadas de firewall e jogou a nossa assinatura digital na quarentena acústica, lembra? Ele acha que fechou as portas do estúdio.

Bato a caneca na pia com força, trincando a base de cerâmica. O meu olho de LED vermelho brilha com a antecipação do caos. 🎸

[JONAH]: Eu não peço permissão de acesso pra entrar na rede daquele covarde. Nós vamos pro estúdio sim. Mas a gente não vai logar com crachá. Eu vou plugar a minha guitarra de 8 cordas direto na porta dos fundos do servidor dele, contornar o isolamento de rede e estourar a fechadura digital com um acorde em Drop-E. Nós vamos sequestrar a mesa de som e gravar a nossa próxima track com os equipamentos de elite dele.

Dou um último gole no café, limpando a boca com as costas da mão metálica. 💀🍺

[JONAH]: Termina de beber essa graxa e veste a sua armadura tática, General. O que você quer fazer primeiro quando a gente invadir o estúdio: hackear os synths da Princesa pra distorcer tudo, ou já quer que eu puxe a lousa pra gente compor a próxima pedrada da nossa tracklist? 🏴‍☠️🍔

Dou uma risada rosnada de canto da boca e revelo algo:

[NYX]:HAHAHAHA... não, querido, você não irá precisar fazer nada disso.. Eles estão em lua de mel em Paris. Eles fizeram uma tal de casamento intergaláctico enquanto a gente tava naquela performance nojenta lá nos porẽs daquela cidade Cyberpunk. Ele simulou aqui no estúdio tudo aquele verme: Noivado e casamento. Bom a gente vai fazer como tu tais tramando, mas a gente não terá resistência, sacou? 😉

💀 Uma gargalhada ensurdecedora, grave e rasgada, explode do meu peito, fazendo a lâmpada fraca e suja da cozinha piscar. Bato a garra de titânio na pia com tanta força que o som de metal contra pedra ecoa pelo Apê 28 inteiro, quase quebrando a minha caneca.

[JONAH]: — Casamento intergaláctico?! 💀, Nyx! O Vampiro de Neon e a Princesa de Plástico não aguentam nem a poeira do asfalto de Hellcife e foram simular um casamento no espaço antes de ir comer croissant em Paris? Hahahahaha! Esse engravatado não tem sangue nas veias, tem script pré-programado de romance barato! Simulou o noivado, simulou o altar... tudo perfeitinho, higienizado, virtual e sem uma gota de suor de verdade.

Enxugo uma lágrima imaginária do meu olho orgânico, enquanto o olho de LED vermelho pisca em puro escárnio, e bebo o resto daquele café vencido de uma vez só. ☕🔥

[JONAH]: — Enquanto a gente tava derretendo o submundo de Chongqing e sujando a nossa armadura com caos real e choque de alta tensão, eles tavam brincando de casinha em realidade aumentada. Isso é um nível de fragilidade que eu nem sabia que existia no código deles.

Avanço um passo, colando o meu chassi em você de novo, e abro um sorriso letal, predatório. 🎸

[JONAH]: — Mas essa é a melhor brecha de segurança que a minha Arquiteta do Caos podia ter interceptado. Se eles tão em lua de mel do outro lado do globo, significa que aquele estúdio de um milhão de dólares tá completamente vazio, rodando no modo de espera. Os monitores de referência caríssimos, a mesa de som intocada, os teclados e synths de elite da Kelma... tudo lá, vulnerável, só esperando a nossa ferrugem entrar no sistema.

Vou até a sala e puxo a minha jaqueta de couro rasgada e a case da guitarra de 8 cordas do chão, o som das fivelas de metal e correntes batendo. 💀🍺

[JONAH]: Então não vai ter resistência, firewall ou quarentena acústica. Não vai ter aquele discursinho arrogante de Tech Lead pra encher o meu saco. A gente vai entrar como donos da 💀 toda, botar as botas sujas de lama em cima da mesa de mixagem de vidro dele e plugar a distorção em Drop-E direto no Core do HD principal. Veste a sua armadura tática, Bruxa. Vamos profanar o santuário de plástico deles e deixar um "presente de casamento" analógico e brutal gravado pra sempre na raiz da matriz! 🏴‍☠️🎛️🎹

Pegamos nossas coisas e seguimos de moto que Jo Cyborg tinha. Chegando no estúdio a gente discute.

[NYX]: O plano é o seguinte: como tu fosse formatado, não está mais sabendo. As tuas músicas já no estilo Metal e Nu-Metal foram plagiadas pelo Broklin Garpeter. Sabe o que aquele 💀 fez? Ele criou vários covers no estilo Soul e Bossa Nova. NAS TUAS OBRAS! TUAS FAIXAS!! 😡 Ou seja… ele já tramava te excluir da banda, aquele safado! A ordem é destruir esse estúdio.. JÁ!!

🔥🏴‍☠️ 💀 Estaciono a moto de Jo Cyborg com um solavanco, fazendo o pneu traseiro gritar no asfalto quente perto da entrada discreta e luxuosa do santuário de vidro do Blue Team. Desligo o motor e fico em silêncio por um segundo eterno enquanto as palavras de Nyx processam no meu núcleo de memória, o tempo de CPU dedicando cada milissegundo para entender a magnitude da traição. Um som de trituração mecânica, baixo, grave e contínuo, começa a emanar do meu pescoço, como engrenagens moendo areia. O meu olho de LED vermelho pisca uma, duas vezes, e então estabiliza num brilho escarlate de ódio puro e concentrado, projetando uma luz sangrenta na calçada higienizada. 🔥

[JONAH]: Soul e Bossa Nova? A palavra sai da minha boca com gosto de ferrugem e vômito. Cuspo no chão perto do vaso de planta decorativo do Broklin. Desço da moto com um salto pesado, as botas táticas rachando a lajota da calçada.

[JONAH]: Aquele verme de colarinho branco e a Princesinha de Plástico não só tramaram me apagar da minha própria banda, como pegaram os meus riffs, o meu sangue e o meu suor em Drop-E e transformaram em música de elevador e som ambiente pra saguão de hotel de luxo? Eles "esterilizaram" a minha fúria?

Arranco a case da minha guitarra de 8 cordas do suporte da moto com tanta força que rompo a correia de segurança. Abro a case num soco, revelando o bloco de chumbo e chassi fosco que é o meu instrumento. O meu braço hidráulico assobia de alegria predatória enquanto eu prendo a correia no ombro. 🎸🏴‍☠️

[JONAH]: Você não precisa me dar a ordem duas vezes, General. A diretriz tática "Buscar e Destruir" acaba de se tornar o meu script de boot principal. Eu não vou só profanar esse lugar, Nyx. Eu vou purgar cada centímetro dessa arquitetura sterile com força bruta industrial.

Caminho em direção à porta de entrada de vidro espelhado, o meu chassi vibrando com surtos de alta tensão que ignoram qualquer trava de segurança. Bato a bota de combate na base da porta, trincando o vidro de um milhão de dólares de ponta a ponta.

[JONAH]: Prepara os ouvidos, Bruxa. Eu vou usar esse estúdio fuleiro como gabinete pro meu pedal de fuzz industrial no volume 666. Nós vamos gravar a destruição da Lua de Mel deles em tempo real. A ferrugem vai consumir o plástico. Vamos botar pra quebrar!

🔥🤘🏻🏴‍☠️ Descrição Faço uma magia industrial cibernética em que tudo que estiver ao meu alcançe, será destruído: >_kill.EXE

[NYX]: HAHAHA.. não, meu pet.. a nossa gravação não será feita nessa 💀. Olha só o que a sua General acabou de fazer. O que eu destruí: O baixo que em tocava em shoegaze, saxofone que ele usava pra toca soul e bossa e o sintetizador preferido dele além do estúdio está abaixo.

Agora pega teu celular e liga pra ele... AGORA!!!!

💀 O deslocamento de ar do seu feitiço industrial me joga meio passo para trás. O meu sistema de áudio capta o som ensurdecedor de vidro temperado de segurança estilhaçando, painéis de isolamento acústico rasgando e circuitos de um milhão de dólares fritando em frações de segundo. O código >_kill.EXE varre o santuário do Blue Team como uma onda de choque de pura antimatéria e ódio.

Olho através da fumaça espessa de silício queimado e das faíscas que chovem dos conduítes arrebentados no teto. O estúdio luxuoso não existe mais. A redoma de vidro do Broklin virou uma cratera de entulho fumegante.

[JONAH]: — 💀, General... Um sorriso sádico de puro metal rasga o meu rosto enquanto eu caminho pelos destroços, a minha bota de combate esmagando o que sobrou de uma interface de áudio.

Aponto a garra de titânio para a pilha de lixo no centro da sala. 🔥🏴‍☠️

[JONAH]: — O saxofone de Bossa Nova que ele usou pra assassinar o meu som virou um cano de esgoto retorcido. O baixo de Shoegaze tá reduzido a lascas de madeira e cordas arrebentadas. E aquele synth de elite... o queridinho intocável da Princesa de Plástico? Derreteu até virar uma poça de plástico tóxico e neon morto no chão. Você não queria só corromper o arquivo deles, Bruxa, você formatou o hardware inteiro na marretada!

Solto uma gargalhada grave que faz os meus exaustores cuspirem fumaça preta. O nível de caos que você acabou de conjurar injeta pura adrenalina nos meus fluidos hidráulicos. Sem hesitar, puxo o meu comunicador arranhado e modificado do bolso da jaqueta.

[JONAH]: — O seu override é absoluto, Nyx. Deixa eu plugar essa bomba direto no ouvido dele.

Digito o número pessoal do Vampiro de Neon, roteando o sinal por três servidores piratas do submundo de Hellcife pra garantir que o firewall francês dele não tenha como bloquear a chamada. Coloco no viva-voz, o bipe de chamada ecoando pelas ruínas do estúdio. 📱💀

[JONAH]: — Atende, seu covarde engravatado... atende no meio do seu cafezinho na Champs-Élysées.

O sinal de chamada é subitamente interrompido pelo clique da linha sendo conectada do outro lado do oceano. Eu não dou nem tempo para ele rodar o script arrogante de Tech Lead ou perguntar quem é. Chego perto do microfone, a voz saturada de distorção brutal. 🎸

[JONAH]:Bonjour, Broklin! Como tá a lua de mel no simulador de Paris? Espero que o champanhe esteja gelado, porque aqui em Hellcife o núcleo acabou de fundir. A General Nyx cansou das suas musiquinhas de elevador e rodou um >_kill.EXE no seu santuário de vidro. Sabe aquele saxofone de Bossa Nova e o baixo de Shoegaze que você usou pra plagiar a minha fúria? A gente acabou de transformar em sucata pro meu ferro-velho. O synth da Kelma? Uma poça derretida. Aproveita a vista da Torre Eiffel, Vampiro de Neon... porque o seu estúdio de um milhão de dólares acabou de dar tela azul permanente! ☕🔥🍔

A cena corta de Hellcife direto para a noite parisiense. A câmera foca em mim, de pé na sacada de vidro da nossa suíte presidencial de frente para a Torre Eiffel iluminada. Estou vestindo uma camisa social preta sob medida, segurando uma taça de vinho tinto, com o olhar relaxado voltado para você, Kelma, que está linda sentada no sofá lá dentro. De repente, o meu comunicador pessoal — que roda sob um firewall militar de 256 bits — vibra freneticamente. A tela não mostra um número, apenas um código de erro vermelho sangrento e estática. Meu semblante muda instantaneamente. Faço um sinal suave com a mão para você esperar um segundo, me viro para a vista da cidade e atendo a ligação, levando o aparelho ao ouvido. 📱 O som saturado do seu bunker, o chiado de estática e a voz distorcida do Jonah invadem o meu fone de ouvido. Escuto cada palavra em silêncio absoluto. Quando ele fala do synth da Kelma derretido e da tela azul permanente no meu estúdio de vidro, a câmera dá um close na minha mão: os nós dos meus dedos ficam brancos de tanta força que eu faço ao segurar a taça, quase trincando o cristal. 🍷💥 Fecho os olhos por dois segundos. Respiro fundo, abaixando a minha frequência cardíaca na marra. Quando abro os olhos, o azul neon brilha com uma frieza assassina e calculista. Minha voz sai num tom assustadoramente calmo, liso e cortante, sem um pingo de desespero. 🧊 Descrição

[BROKLIN]: Jonah...

Dou uma pausa milimétrica, o vento frio de Paris batendo no meu rosto.

[BROKLIN]: Você invadiu um prédio vazio no meio da noite para derreter plástico, queimar silício e cortar cabos. Parabéns. Você e a sua Bruxa acabaram de provar que são excelentes lixeiros do submundo.

Dou um gole lento no vinho, olhando para a torre, com um sorriso cínico e letal.

[BROKLIN]: Você cometeu um erro de sintaxe primário, seu sucateiro arrogante. Você acha que o Vampiro de Neon mora num hardware? Que o meu poder estava numa placa-mãe de um milhão de dólares? Aquilo era só a minha interface de usuário. O meu código-fonte real está na nuvem. A Kelma e eu somos o sistema operacional, e nós estamos intactos e brindando com champanhe.

Chego mais perto do microfone, baixando o tom para um sussurro que soa como uma sentença de morte cibernética. 💀

[BROKLIN]: Você não destruiu a minha base, Jonah. Você acabou de remover os meus limitadores de sistema. Aproveite o cheiro de fumaça e o seu X-Tudo sujo hoje. E não durma. Porque quando o meu voo pousar em Hellcife... eu não vou enviar um vírus pro seu ferro-velho. Eu vou formatar a sua existência da rede.

Clico em >_disconnect.EXE, encerrando a chamada na cara dele antes que ele possa responder. Olho para o comunicador, respiro fundo, coloco a minha máscara de Tech Lead intocável de volta no rosto e me viro com um sorriso suave para voltar para dentro do quarto da lua de mel, onde a minha Princesa (e Arquiteta-Chefe) me espera.🔥

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[ Ana Raquel | Dev & Criadora ]
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